
INSTITUIÇÃO DO PATRIARCADO MARONITA
Os Patriarcas Maronitas pertencem a uma série de Patriarcas Antioquenos católicos. O primeiro de todos é o Apóstolo São Pedro que fundou a Igreja de Antioquia antes de assumir a direção da Igreja de Roma . A instituição do Patriarcado Maronita aconteceu no final do século VII, perto do ano 685, ou no início do século VIII, entre 702 e 707. Não existe um consenso entre os historiadores, em relação a essa data exata. A principal razão para isso, é que a importante biblioteca do Mosteiro de São Marun, foi queimada pelos Árabes no século X.
Nos primeiros séculos do Cristianismo, a maior parte dos Cristãos de Antioquia era de língua grega. Mas quando os habitantes das aldeias rurais, falando exclusivamente o aramaico, converteram-se ao Cristianismo a partir do século V, graças à iniciativa de monges maronitas, a balança das forças na Igreja da Síria, inclinou-se para o lado destes e de todos os Cristãos arameus. Assim, eles tiveram a possibilidade de eleger um Patriarca Maronita para a sede patriarcal de Antioquia, vacante durante muitos anos, por razão de dificuldades políticas e religiosas.
Com efeito, depois da morte do Patriarca Antioqueno Anastácio II (598-610), a sede patriarcal de Antioquia ficou sem titular até o ano 645. Os acontecimentos político-religiosos se sucederam com muita velocidade, começando pela invasão árabe, no ano 636, que cortou as vias de comunicação entre Antioquia e Bizâncio, de um lado, e entre Antioquia e Roma, de outro lado. O Imperador Bizantino, aproveitando desta situação confusa, nomeava, a partir de 645, Patriarcas para a sede de Antioquia. Estes representantes eclesiásticos viviam no Palácio Imperial em Constantinopla, bem longe do povo e sem a aprovação do Papa. Assim todo Patriarca Antioqueno escolhido pelo Imperador Bizantino era só Patriarca nominal, não exercendo, nem podendo exercer as suas funções e obrigações de autêntico pastor de sua Igreja.