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SEDE DOS PATRIARCAS MARONITAS

Os Patriarcas Maronitas, apesar de serem Patriarcas de Antioquia e de todo Oriente, não tiveram a sua sede em Antioquia, por causa das guerras e das perseguições. No século X, depois da destruição do mosteiro de São Marun pelos árabes, a sede patriarcal foi transferida definitivamente para o Líbano no ano 939, por João Marun II. A maioria absoluta do povo maronita vivia já nas montanhas do Líbano.

 

Este povo foi formado por três grupos diferentes: os descendentes dos primeiros Cristãos que viviam no litoral libanês, convertidos pela pregação dos Apóstolos e de seus discípulos nos séculos primeiro e segundo do Cristianismo; os libaneses arameus da Montanha Libanesa, convertidos do paganismo nos séculos V e VI, em virtude da pregação dos monges de São Marun; e finalmente o terceiro grupo dos Cristãos que emigraram, notadamente da Síria, perseguidos por anti-calcedonianos e por muçulmanos.

 

As principais sedes patriarcais maronitas no Líbano  ao longo da história são quatro, e todas dedicadas a Nossa Senhora, a Virgem Maria:

 

1-  Convento de Nossa Senhora de Yanouh , entre Kartaba e Akoura, região de Biblos, onde residiam 23 Patriarcas. O mais conhecido destes foi Jeremias Alamchiti.

2 - Convento Nossa Senhora de Mayfouk, que foi a casa de 10 Patriarcas. Os mais importantes entre eles foram o mártir Gabriel de Hjoula e Yuhanna Eljajy II. Este, depois de morar alguns anos neste mosteiro, transferiu a sede patriarcal , em 1440, para Qannubin.

3 - Convento Nossa Senhora de Qannubin, em um profundo e inacessível vale onde viveram 25 Patriarcas. O mais famoso de todos eles é o Patriarca Estefan Douaihy.

4 - Convento Nossa Senhora de Bkerke, a partir de 1823, foi sede de 10 Patriarcas: Yussef Hebaich, Yussef Elkhazen, Boulos Massad, Yuhanna Eljaji, Elias Elhoyek, Antonios Arida, Boulos Meouchy, Antonios Koraich, Nasrallah Sfeir e Bechara Raï o Patriarca atual. A história deu ao Patriarca Maronita um papel muito importante nos domínios social, político e religioso. Dominique Chevallier reconhece que o papel do Patriarca Maronita tem aumentado com a potência de sua Igreja e a população de sua comunidade. Chegou a ser o interlocutor respeitado das autoridades constituídas.

 

A história dos séculos passados nos dá vários testemunhos neste sentido. Informando-nos sobre a organização da justiça no Líbano, sob o Emir Fakhreddin II (1598-1635), Frei Eugène Roger disse do Grande Emir do Líbano: Por razão do amor que testemunhava aos Cristãos da Igreja Romana... não queria tomar conhecimento dos assuntos dos Maronitas, deixando a seu Patriarca as diligências de mantê-los em seu dever e de acabar as suas desavenças. E segundo Frei Bernard, o Patriarca Maronita é a primeira autoridade moral do país e tem na vida nacional um papel de primeiro plano.

 

Como a ideia religiosa tem presidido à constituição do povo maronita, de uma maneira natural o Patriarca chegou a ser o seu centro de união e de adesão, ao mesmo tempo político e religioso. Este estatuto patriarcal tem sido reforçado por razão das perseguições que os Maronitas suportaram, notadamente na época dos Mamelucos e dos Otomanos.

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