Os discípulos de São Maron e a origem da Igreja Maronita
São Marun morreu perto do ano 410, mas sua escola de ascetismo prosperou muito. Os seus discípulos construíram vários mosteiros e se espalharam por toda a Síria e alguns deles chegaram à Montanha Libanesa onde converteram ao Cristianismo, os habitantes que eram ainda pagãos, apesar de que o litoral libanês e uma parte da Montanha tinham já recebido a religião cristã no primeiro e segundo século da era cristã. O que facilitou a evangelização foi notadamente a língua aramaica que era comum aos monges de São Marun e aos habitantes da Montanha Libanesa.
Vários discípulos de São Marun, com Theodoreto de Cyr, foram, no Oriente, os principais defensores do Concílio de Calcedônia (451). Este deu a principal definição dogmática: Em Cristo, existem duas naturezas bem distintas, a natureza divina e a natureza humana em uma só pessoa. Com isso entendemos que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. O Imperador Marciano, muito satisfeito com o empenho dos discípulos de São Marun, em consolidar e propagar o dogma católico declarado no Concílio de Calcedônia, mandou renovar o grande mosteiro pertencente aos monges desse Santo, conhecido sob o nome de Mosteiro de São Marun, porque nele foram depositados os restos mortais do santo eremita. E foi considerado como berço da Igreja Maronita.
Assim, todos aqueles que seguiram os ensinamentos de São Marun e caminharam segundo os conselhos de seus monges, abraçando a doutrina do Concílio de Calcedônia, foram chamados Maronitas, nome que há mais de quinze séculos lhes é um glorioso título, porque este vocábulo foi sempre sinônimo de Católico. Esses discípulos de São Marun, organizaram o núcleo principal da Nação Maronita, que será baluarte da luta em favor da fé e em benefício do triunfo da verdade sobre a mentira e da liberdade contra a opressão.
No ano 517, os Cristãos monofisitas, chamados Jacobitas, que não aceitaram o dogma definido no Concílio Ecumênico de Calcedônia, assassinaram uns 350 monges, conhecidos como mártires discípulos de São Marun. O Papa Hermes II, mandou uma carta de consolação aos principais membros da Comunidade, lembrando que estes mártires, desde o início, selaram a fé católica com seu sangue.




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